sexta-feira, 20 de julho de 2012

Eu e meu Pai.

Musica Eu e meu Pai.


Quando eu olho o meu olho além do espelho
Tem alguém que me olha e não sou eu
Vive dentro do meu olho vermelho
É o olhar do meu pai que já morreu
O meu olho parece um aparelho
De quem sempre me olhou e protegeu
Assim como meu olho dá conselho
Quando eu olho no olhar de um filho meu

A vida é mesmo uma missão
A morte é uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu

Sempre que um filho meu me dá um beijo
Sei que o amor do meu pai não se perdeu
Só de olhar teu olhar sei seu desejo
Assim como meu pai sabia o meu
Mas meu pai foi embora no cortejo
E no espelho eu chorei porque doeu
Só que vendo o meu filho agora eu vejo
Ele é o espelho do espelho que sou eu

A vida é mesmo uma missão
A morte é uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu

Toda imagem no espelho refletida
Tem mil faces que o tempo ali prendeu
Todos têm qualquer coisa repetida
Um pedaço de quem nos concebeu
A missão do meu pai já foi cumprida
Vou cumprir a missão que Deus me deu
Se meu pai foi o espelho em minha vida
Quero ser pro meu filho espelho seu

A vida é mesmo uma missão
A morte é uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu

Amigos...

SOU FELIZ POIS TENHO MUITOS AMIGOS, UNS DISTANTES OUTROS NÃO, UNS LOUCOS E OUTROS SAOS, UNS ALEGRES E OUTROS TRISTES, UNS RICOS E OUTROS POBRES, POREM TODOS AMIGOS TODOS NOBRES, VERDADEIROS E SINCEROS...

A TODOS ESSES UM FELIZ DIA DO AMIGO, ESTEJAM ONDE ESTIVEREM, AO MEU LADO EM SAMPA, OU NA BAHIA, EM LONDRES OU EM INSTAMBUL, NAO IMPORTA A DISTANÇIA TODOS MORAM DENTRO DO MEU CORAÇAO...



quinta-feira, 19 de julho de 2012

MEU PAI E EU

ESTE E SÓ PRA VOÇE PAI...
SAUDADES...

MEU PAI SE CHAMAVA ZÉ, MAIS UM ZÉ DA VIDA, TRABALHADOR, HONESTO, ORGULHOSO, CHEIO DE SONHOS, CHEIO DE FÉ, MAIS UM ZÉ.
TAMBEM SE CHAMAVA TRISTEZA, SE CHAMAVA SOLIDAO, SE CHAMAVA DISTANÇIA.
GUERREIRO, ALDAZ, FILHO E IRMAO, MAIS UM QUE A VIDA LEVARA EM VAO...
MEU PAI SE CHAMAVA VICTOR, DE VITORIA, DE FORÇA DE UNIAO, NOME DE MESTRE NOME DE SERVIDAO, NOME DE JUIZO NOME DE COMPAIXAO,,,
MEU PAI SE CHAMAVA VILAS BOAS, NOME CONHECIDO DE TRADIÇAO, NOME QUE EMOCIONA, NOME QUE PROCURAVA PELO TEMPO UMA RAZAO,,,
MEU PAI SE CHAMAVA EU, AQUELE QUE ME DEU A VIDA , AQUELE QUE A VIDA ME DEU...
MEU PAI, SUA VIDA, SUA SINA, AGORA NAO SE CHAMA MAIS, NEM PAI OU ZE,TAO POUCO VILAS OU BOAS ENTAO. MAS EU CONTINUAREI CHAMANDO, MEU PAI DE MEU, DE ZE, DE VICTOR DE VILAS BOAS, DE EU, DE RICARDO, O NOME QUE ELE ME DEU... MEU PAI E EU.

JOSE VICTOR VILAS BOAS. 1935-2012

domingo, 8 de julho de 2012

Saudades de Menino...

As vezes, quando caia a tarde e o sol se poe, bem naquele instante onde se confunde as nuances das cores, entre o vermelho e o amarelo entre o dourado e um piscar de olhos, neste instante magico e único, quando refletem as sombras na janela passeando pelas paredes do meu quarto deixando as lembranças vividas..


Bem nessa hora espero a brisa suave a pairar sobre meus cabelos, que ao vento ficam leves e soltos saboreando seus aromas, as fragrâncias que trazem da relva que circundam os vastos campos da minha imaginação, que fazem reluzir cores e sons...


Ah, como se fosse quase que um torpor sentir a vida entrando suave em explendor, como uma cascata de brumas, entorpecendo todos os sentidos toda a sanidade, a entordoar minhas lembrancas e a confundir esse meu pequeno presente, neste apressado e instantaneo momento de vida...

Quisera eu poder, ou saber ter a esperanca de encontrar novamente, mesmo que de vez em quando seguir te pelas veredas da emocao, mesmo num curto espaco de tempo, aflorando entre os sons, as cores seus sabores, florescendo pelos caminhos reflexivos de suas luzes, douradas permeando pelas paredes do meu quarto, e entao irao tornar-se sua passarela, minha mais nobre e doce ilusão.

Irei esperar impaciente e aflito de que um dia, mesmo que em sonho ou devaneio, envolto de cores, luzes e som, ficarei prostrado como uma pedra no meio do caminho, esperando pelo seu encalco, pela sua ação, como e tao certo de que aves nasçam nos ninhos estarei a esperar a leve brisa passar novamente e contemplar minha vida enchendo de luz meu coração a voar novamente nas asas da imaginação...

terça-feira, 3 de abril de 2012

O sabor das Maças...

Hã de se apreciar o gosto da melhor maça, e se saborear com seu afago mais doçe...
"Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."
Há de se perder nesse doçe mel, que escorre e lambuza toda loucura que ocorre entre dois amantes...

Amados Amantes...

"A velocidade do amor é proporcional às concentrações de respeito, humildade, alegria, amizade, sinceridade e compromisso presente na vida de cada um de nós, multiplicada por uma constante essencial em nossos corações: a capacidade de amar." (Edilene Gadelha)
 
"O amor é muito mais do que um simples sentimento, é algo muito complexo para ser compreendido por nós seres humanos, que vai muito além do nosso conhecimento e que se encontra fora do nosso alcance, porém o que sabemos sobre ele é que tal mistério ainda a ser desvendado, é capaz de unir dois corpos em um só, em uma só alma, em um só coração." (Rogério Boldori)
 
"Se a resposta for não, então por favor não diga nada; apenas deixe que eu espere eternamente pelo teu sim. Assim, não viverei sofrendo com o coração partido, mas apenas com a ignorante ilusão de que você me ama." (Anderson Luis)
 
"Na vida todos temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível." (Diego Marchi)
 
Um dia ousei sonhar um amor, e nos seus braços senti paz, na imensidão do seu prazer me realizei, e então acordei desse sonho fora da lei!" (Adriana Mallet)

Psicanalize sobre o Amor...

Entrevista de Jacques-Alain Miller
Psychologies Magazine, outubro 2008, n° 278
Entrevista realizada por Hanna Waar

Psychologies: A psicanálise ensina alguma coisa sobre o amor?

... Jacques-Alain Miller: Muito, pois é uma experiência cuja fonte é o amor. Trata-se desse amor automático, e freqüentemente inconsciente, que o analisando dirige ao analista e que se chama transferência. É um amor fictício, mas é do mesmo estofo que o amor verdadeiro. Ele atualiza sua mecânica: o amor se dirige àquele que a senhora pensa que conhece sua verdade verdadeira. Porém, o amor permite imaginar que essa verdade será amável, agradável, enquanto ela é, de fato, difícil de suportar.

P.: Então, o que é amar verdadeiramente?

J-A Miller: Amar verdadeiramente alguém é acreditar que, ao amá-lo, se alcançará a uma verdade sobre si. Ama-se aquele ou aquela que conserva a resposta, ou uma resposta, à nossa questão "Quem sou eu?".

P.: Por que alguns sabem amar e outros não?

J-A Miller: Alguns sabem provocar o amor no outro, os serial lovers - se posso dizer - homens e mulheres. Eles sabem quais botões apertar para se fazer amar. Porém, não necessariamente amam, mais brincam de gato e rato com suas presas. Para amar, é necessário confessar sua falta e reconhecer que se tem necessidade do outro, que ele lhe falta. Os que crêem ser completos sozinhos, ou querem ser, não sabem amar. E, às vezes, o constatam dolorosamente. Manipulam, mexem os pauzinhos, mas do amor não conhecem nem o risco, nem as delícias.

P.: "Ser completo sozinho”: só um homem pode acreditar nisso...

J-A Miller: Acertou! "Amar, dizia Lacan, é dar o que não se tem". O que quer dizer: amar é reconhecer sua falta e doá-la ao outro, colocá-la no outro. Não é dar o que se possui, os bens, os presentes: é dar algo que não se possui, que vai além de si mesmo. Para isso, é preciso se assegurar de sua falta, de sua "castração", como dizia Freud. E isso é essencialmente feminino. Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. É por isso que o amor é sempre um pouco cômico em um homem. Porém, se ele se deixa intimidar pelo ridículo, é que, na realidade, não está seguro de sua virilidade.

P.: Amar seria mais difícil para os homens?

J-A Miller: Ah, sim! Mesmo um homem enamorado tem retornos de orgulho, assaltos de agressividade contra o objeto de seu amor, porque esse amor o coloca na posição de incompletude, de dependência. É por isso que pode desejar as mulheres que não ama, a fim de reencontrar a posição viril que coloca em suspensão quando ama. Esse princípio Freud denominou a "degradação da vida amorosa" no homem: a cisão do amor e do desejo sexual.

P.: E nas mulheres?

J-A Miller: É menos habitual. No caso mais freqüente há desdobramento do parceiro masculino. De um lado, está o amante que as faz gozar e que elas desejam, porém, há também o homem do amor, feminizado, funcionalmente castrado. Entretanto, não é a anatomia que comanda: existem as mulheres que adotam uma posição masculina. E cada vez mais. Um homem para o amor, em casa; e homens para o gozo, encontrados na Internet, na rua, no trem...

P.: Por que "cada vez mais"?

J-A Miller: Os estereótipos socioculturais da feminilidade e da virilidade estão em plena mutação. Os homens são convidados a acolher suas emoções, a amar, a se feminizar; as mulheres, elas, conhecem ao contrário um certo “empuxo-ao-homem”: em nome da igualdade jurídica são conduzidas a repetir “eu também”. Ao mesmo tempo, os homossexuais reivindicam os direitos e os símbolos dos héteros, como casamento e filiação. Donde uma grande instabilidade dos papéis, uma fluidez generalizada do teatro do amor, que contrasta com a fixidez de antigamente. O amor se torna “líquido”, constata o sociólogo Zygmunt Bauman (1). Cada um é levado a inventar seu próprio “estilo de vida” e a assumir seu modo de gozar e de amar. Os cenários tradicionais caem em lento desuso. A pressão social para neles se conformar não desapareceu, mas está em baixa.

P.: “O amor é sempre recíproco”, dizia Lacan. Isso ainda é verdade no contexto atual? O que significa?

J-A Miller: Repete-se esta frase sem compreendê-la ou compreendendo-a mal. Ela não quer dizer que é suficiente amar alguém para que ele vos ame. Isso seria absurdo. Quer dizer: “Se eu te amo é que tu és amável. Sou eu que amo, mas tu, tu também estás envolvido, porque há em ti alguma coisa que me faz te amar. É recíproco porque existe um vai-e-vem: o amor que tenho por ti é efeito do retorno da causa do amor que tu és para mim. Portanto, tu não estás aí à toa. Meu amor por ti não é só assunto meu, mas teu também. Meu amor diz alguma coisa de ti que talvez tu mesmo não conheças”. Isso não assegura, de forma alguma, que ao amor de um responderá o amor do outro: isso, quando isso se produz, é sempre da ordem do milagre, não é calculável por antecipação.

P.: Não se encontra seu ‘cada um’, sua ‘cada uma’ por acaso. Por que ele? Por que ela?

J-A Miller: Existe o que Freud chamou de Liebesbedingung, a condição do amor, a causa do desejo. É um traço particular – ou um conjunto de traços – que tem para cada um função determinante na escolha amorosa. Isto escapa totalmente às neurociências, porque é próprio de cada um, tem a ver com sua história singular e íntima. Traços às vezes ínfimos estão em jogo. Freud, por exemplo, assinalou como causa do desejo em um de seus pacientes um brilho de luz no nariz de uma mulher!

P.: É difícil acreditar em um amor fundado nesses elementos sem valor, nessas baboseiras!

J-A Miller: A realidade do inconsciente ultrapassa a ficção. A senhora não tem idéia de tudo o que está fundado, na vida humana, e especialmente no amor, em bagatelas, em cabeças de alfinete, os “divinos detalhes”. É verdade que, sobretudo no macho, se encontram tais causas do desejo, que são como fetiches cuja presença é indispensável para desencadear o processo amoroso. As particularidades miúdas, que relembram o pai, a mãe, o irmão, a irmã, tal personagem da infância, também têm seu papel na escolha amorosa das mulheres. Porém, a forma feminina do amor é, de preferência, mais erotômana que fetichista : elas querem ser amadas, e o interesse, o amor que alguém lhes manifesta, ou que elas supõem no outro, é sempre uma condição sine qua non para desencadear seu amor, ou, pelo menos, seu consentimento. O fenômeno é a base da corte masculina.

P.: O senhor atribui algum papel às fantasias?

J-A Miller: Nas mulheres, quer sejam conscientes ou inconscientes, são mais determinantes para a posição de gozo do que para a escolha amorosa. E é o inverso para os homens. Por exemplo, acontece de uma mulher só conseguir obter o gozo – o orgasmo, digamos – com a condição de se imaginar, durante o próprio ato, sendo batida, violada, ou de ser uma outra mulher, ou ainda de estar ausente, em outro lugar.

P.: E a fantasia masculina?

J-A Miller: Está bem evidente no amor à primeira vista. O exemplo clássico, comentado por Lacan, é, no romance de Goethe (2), a súbita paixão do jovem Werther por Charlotte, no momento em que a vê pela primeira vez, alimentando ao numeroso grupo de crianças que a rodeiam. Há aqui a qualidade maternal da mulher que desencadeia o amor. Outro exemplo, retirado de minha prática, é este: um patrão qüinquagenário recebe candidatas a um posto de secretária. Uma jovem mulher de 20 anos se apresenta; ele lhe declara de imediato seu fogo. Pergunta-se o que o tomou, entra em análise. Lá, descobre o desencadeante: ele havia nela reencontrado os traços que evocavam o que ele próprio era quando tinha 20 anos, quando se apresentou ao seu primeiro emprego. Ele estava, de alguma forma, caído de amores por ele mesmo. Reencontra-se nesses dois exemplos, as duas vertentes distinguidas por Freud: ama-se ou a pessoa que protege, aqui a mãe, ou a uma imagem narcísica de si mesmo.

P.: Tem-se a impressão de que somos marionetes!

J-A Miller: Não, entre tal homem e tal mulher, nada está escrito por antecipação, não há bússola, nem proporção pré-estabelecida. Seu encontro não é programado como o do espermatozóide e do óvulo; nada a ver também com os genes. Os homens e as mulheres falam, vivem num mundo de discurso, e isso é determinante. As modalidades do amor são ultra-sensíveis à cultura ambiente. Cada civilização se distingue pela maneira como estrutura a relação entre os sexos. Ora, acontece que no Ocidente, em nossas sociedades ao mesmo tempo liberais, mercadológicas e jurídicas, o “múltiplo” está passando a destronar o “um”. O modelo ideal do “grande amor de toda a vida” cede, pouco a pouco, terreno para o speed dating, o speed loving e toda floração de cenários amorosos alternativos, sucessivos, inclusive simultâneos.

P.: E o amor no tempo, em sua duração? Na eternidade?

J-A Miller: Dizia Balzac: “Toda paixão que não se acredita eterna é repugnante” (3). Entretanto, pode o laço se manter por toda a vida no registro da paixão? Quanto mais um homem se consagra a uma só mulher, mais ela tende a ter para ele uma significação maternal: quanto mais sublime e intocada, mais amada. São os homossexuais casados que melhor desenvolvem esse culto à mulher: Aragão canta seu amor por Elsa; assim que ela morre, bom dia rapazes! E quando uma mulher se agarra a um só homem, ela o castra. Portanto, o caminho é estreito. O melhor caminho do amor conjugal é a amizade, dizia, de fato, Aristóteles.

P.: O problema é que os homens dizem não compreender o que querem as mulheres; e as mulheres, o que os homens esperam delas...

J-A Miller: Sim. O que faz objeção à solução aristotélica é que o diálogo de um sexo ao outro é impossível, suspirava Lacan. Os amantes estão, de fato, condenados a aprender indefinidamente a língua do outro, tateando, buscando as chaves, sempre revogáveis. O amor é um labirinto de mal entendidos onde a saída não existe.

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(1) Zygmunt Bauman, L’amour liquide, de la fragilité des liens entre les hommes (Hachette Littératures, « Pluriel », 2008)

(2) Les souffrances du jeune Werther de Goethe (LGF, « le livre de poche », 2008).

(3) Honoré de Balzac in La comédie humaine, vol. VI, « Études de mœurs : scènes de la vie parisienne » (Gallimard, 1978).